Nos primeiros cinco meses deste ano, a soja em grão foi o principal
produto exportado pelo Brasil, representando 13,9% das vendas externas
do país e ultrapassando pela primeira vez o minério de ferro, segundo
informação do boletim Agronegócio Internacional, elaborado pela
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As exportações
do chamado complexo soja, nesse período, atingiram US$ 15,58 bilhões,
representando 17,1% do total das exportações brasileiras, conforme
levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os principais destinos das exportações desse segmento do agronegócio de
janeiro a maio último foram a China (US$ 9,7 bilhões), os Países Baixos
(US$ 1,3 bilhão) e a Tailândia (US$ 501,4 milhões). O Boletim
Agronegócio Internacional destaca que os cinco principais produtos
exportados nesse período pelo agronegócio foram a soja em grão, o farelo
de soja, a carne bovina, a celulose e os couros.
Já com relação às exportações de carnes, o destaque foi para a carne
bovina: crescimento de 11,2% no volume exportado e alta de 10,7% no
valor das vendas externas, em comparação com o ano passado. O setor
alcançou 2,5% do total das vendas do país ao exterior e receita de US$
2,8 bilhões. Os principais destinos das exportações do segmento foram
Hong Kong (US$ 1 bilhão), Rússia (US$ 731 milhões) e Venezuela (US$ 534
milhões). O dado negativo ficou por conta do comportamento dos preços da
carne de frango exportada, uma queda de 13,6% no período analisado.
Mesmo assim, em volume, houve um incremento de 2,3%.
Milho - Já no caso do comércio global de milho, no biênio 2014/15,
deverá haver queda devido à redução das importações da China e do
México, diz o boletim da CNA. O Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA) divulgou que a produção de milho na safra atual será de
979 milhões de toneladas. Volume este semelhante ao colhido na safra
2013/14. Espera-se, segundo a USDA, crescimento da produção de milho em
países como a China, Argentina e Rússia. Prevendo-se aumento de 12,5%
no consumo mundial de milho (965,8 milhões de toneladas) na safra atual.
A boa notícia é que, recentemente, o governo chinês decidiu liberar as
importações de milho do Brasil. A CNA assinala que o objetivo declarado
dos chineses, com a medida, é reduzir a dependência nas compras do
cereal junto aos EUA. Os americanos fornecem mais de 90% do milho
comprado pela China. A expectativa é de um aumento expressivo nas
importações de milho pelos chineses no decorrer dos próximos anos. Isso
devido ao crescimento estimado da produção de carne bovina da China,
além de uma demanda maior por parte das indústrias locais processadoras
de alimentos.
Durante a 82ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal
(OIE), segundo informa o boletim, foram aprovadas 23 recomendações. Uma
delas mantém o status do Brasil com risco insignificante para a doença
da vaca louca ou BSE (encefalopatia espongiforme bovina). Outra decisão
importante, aprovada pela OIE, foi definir como territórios livres de
aftosa, com vacinação, os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte,
Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, e toda a região norte do Pará. Dessa
forma, toda região Nordeste foi oficialmente reconhecida como área livre
da doença.