Operando em mercado firme já há alguns dias, ontem (26) o frango vivo
comercializado em Minas Gerais obteve novo ajuste de cinco centavos, o
segundo de agosto e dos últimos 37 dias. O interessante é que, a exemplo
do registrado em julho passado, os dois ajustes ocorrem na segunda
quinzena do mês, período em que, normalmente, as negociações sofrem
sensível refluxo e os preços se tornam instáveis.
Com a correção de ontem, a cotação do frango mineiro sobe para
R$2,90/kg, o maior valor dos últimos 10 meses, o que significa
remuneração ainda aquém da alcançada entre 16 e 26 de outubro do ano
passado - R$2,95/kg. Esta, por sua vez, continua bem distante dos
R$3,05/kg de janeiro-fevereiro de 2013, até aqui o maior valor nominal
alcançado pelo frango vivo em Minas Gerais.
Mas, retornando às comparações mais imediatas, a nova cotação
corresponde a incrementos de 3,57% no mês, de 7,41% em doze meses e de
26,09% em relação ao preço inicial do ano – um índice elevado explicado
pelo fato de, em Minas Gerais, o frango vivo ter iniciado 2015 cotado a
R$2,30/kg, ou seja, a menos de 80% do preço atual.
Em São Paulo, o frango vivo está em vias de completar seis semanas (isto
é, o tempo de criação de uma nova “fornada” de frangos) com o preço
inalterado em R$2,70/kg. Mas surpresas podem ocorrer. É que, no atacado
paulistano, o mercado – ao contrário dos meses anteriores – vem reagindo
em pleno período de depressão de preços, o que significa que, a
despeito do final de mês, o produto se mantém atrativo.
Tal comportamento aliado ao fato de que a oferta de aves vivas se mantém
equilibrada – sem déficits, mas também sem excedentes – mesmo não
conduzindo a um reajuste, antecipa que o mês será encerrado sem
retrocesso da cotação vigente.