A colheita do milho safrinha, que terá início nesta semana em algumas
regiões do Estado, pode causar sobrecarga e falta de silos para
armazenamento. O motivo é que muitos ainda estão com soja da última
safra guardadas nesses locais. As informações são do analista em
agricultura da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul
(Aprosoja), Leonardo Carlotto Ortalete.
“Alguns municípios do
Estado podem sofrer uma sobrecarga devido a pouca quantidade de silos
para o armazenamento, sendo que muitas cidades acabem recebendo grãos de
municípios vizinhos como, por exemplo, Dourados que recebe de Fátima do
Sul, Caarapó entre outras”, disse o analista.
De acordo com o
Dourados News, entre as cidades que podem sofrer com o problema estão
Antônio João, Coxim, Sonora, Naviraí e Dourados.
Em Mato Grosso
do Sul, a expectativa é que este ano, seja colhido 7,9 milhões de
toneladas de milho, mas pode igualar ou superar a mesma quantidade de
2014, que foi de 8,4 milhões de toneladas. Entre as opções para que não
falte ‘espaço’ para o milho é negociar nos próximos dias a soja que
ainda encontra se armazenada.
“Vamos ter uma noção se irá faltar
espaço, com 30 dias de colheita, mas não acredito que isso aconteça, até
porque a soja que foi feito contrato está sendo escoada, com isso
aumenta o espaço. No caso da sobrecarga, talvez uma das alternativas
seja remanejar para outros municípios, no caso de Dourados encaminhar
para Campo Grande, ou colocar o milho colhido em bag - espécie de saco
que substitui o silo -", explica o analista.
Para Ortalete o que
preocupa, é o custo no caso da necessidade em remanejar para outro
local, por conta do frete, valor do combustível e o tempo que demanda.
Nos armazéns, a quantidade de soja que ainda precisa ser negociada,
segundo o analista é de 1 milhão de toneladas, a capacidade de silos no
Estado é de 7 milhões de toneladas.
Se a colheita ultrapassar a
quantidade esperada pode vir a faltar espaço para aproximadamente mais
de 2 milhões de toneladas de milho.
Em Mato Grosso do Sul, neste
ano ao todo foram plantados 1,6 milhão de hectares de milho. Em
Dourados, a mesma quantia que em 2014, com 135 mil de hectares.