Abate de frangos também aumentou no período e variou 1,9%. Além disso, a
produção de ovos e leite apresentou crescimento de 3,1% e 5,0%;
respectivamente.
Em 2014, o abate de frangos e suínos totalizou 5,496 bilhões e 37,118 milhões de unidades, respectivamente.
Esses resultados, na comparação com 2013, representam crescimento de 1,9% e 2,3%; respectivamente.
Por outro lado, se comparado a 2013, o abate de bovinos apresentou queda de 1,5% em 2014, atingido 33,907 milhões de cabeças.
Os
dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte das Pesquisas
Trimestrais do Abate de Animais, Trimestral do Leite, Trimestral do
Couro e Produção de Ovos de Galinha.
Frango
No 4º
trimestre de 2014, o abate 1,406 bilhão de cabeças de frango foi 3,7%
acima do registrado no mesmo trimestre de 2013. Na comparação com o
trimestre anterior, o resultado ficou estável (-0,1%).
No
comparativo entre o 4º trimestre de 2014 e o de 2013, a região Sul
aumentou sua participação no total do abate, passando de 59,7% para
60,0%, um aumento de 4,2% no número de cabeças de frangos abatidas. Em
relação às
Na comparação entre o 3º e 4º trimestres de 2014, a
região Sul apresentou queda de 1,7% no volume de cabeças abatidas. Em
contrapartida, as demais regiões apresentaram aumentos: 1,9% no Sudeste,
3,5% no Centro-Oeste, 0,5% no Nordeste e 7,7% no Norte.
No
acumulado do ano de 2014, o peso acumulado das carcaças no abate de
frangos alcançou 12,520 milhões de toneladas; 4,6% acima registrado no
ano anterior.
A região Sul respondeu por 60,4% do abate nacional
de frangos. Houve aumento de 1,0% na sua participação nacional em
comparação a 2013, reflexo do aumento de 3,6% no volume de cabeças
abatidas.
Os três estados da região colaboraram positivamente com
esse desempenho, principalmente, o Paraná, que lidera o ranking
nacional dos produtores e apresentou aumento de 75,291 milhões no número
de cabeças abatidas.
Suínos
As 9,495 milhões de cabeças
de suínos abatidas no 4º trimestre de 2014 representaram queda de 1,6%
em relação ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 5,3% na
comparação com o mesmo período de 2013.
No período, o peso
acumulado das carcaças alcançou 802,448 mil toneladas, representando
queda de 3,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior e aumento
de 6,0% em relação ao mesmo período de 2013.
A região Sul
respondeu por 65,3% do abate nacional de suínos no 4º trimestre de 2014,
seguida pelas regiões Sudeste (19,6%), Centro-Oeste (13,8%), Nordeste
(1,2%) e Norte (0,1%).
No comparativo entre o 4º trimestre de
2014 e o de 2013, a região Sul apresentou aumento de 5,8% no número de
cabeças abatidas. Esse resultado representa uma ampliação de 0,3% na
participação da região no abate nacional.
Nesse resultado há o
incremento de 8,7% no volume de cabeças abatidas em Santa Catarina e de
6,2% no Paraná. Quando o comparativo é feito com o 3° trimestre de 2014,
a região Sul apresentou variação negativa (-2,7%) no volume de cabeças
abatidas.
A série anual mostra que houve crescimento ininterrupto desta atividade desde 2005, culminando com novo patamar recorde em 2014.
O
peso acumulado das carcaças de suínos em 2014 alcançou 3,192 milhões de
toneladas, representando aumento de 2,4% em relação ao ano anterior.
Bovinos
O
abate de bovinos no 4º trimestre de 2014 foi de 8,525 milhões de
cabeças, 0,7% acima do registrado no trimestre anterior. Na comparação
com o 4º trimestre de 2013, houve queda de 4,1%.
No 4º trimestre
de 2014, a produção de 2,059 milhões de toneladas de carcaças bovinas
registrada foi 0,9% maior que a obtida no trimestre imediatamente
anterior e 3,7% menor que a no mesmo período de 2013.
Em to o
Brasil houve o abate de 362.704 cabeças de bovinos a menos no 4º
trimestre de 2014, na comparação com igual período do ano anterior,
tendo como destaque: Mato Grosso, Rondônia, São Paulo, Goiás e
Tocantins.
Em 2014, a produção foi de 8,063 milhões de toneladas
de carcaças bovinas. Esse resultado é 1,3% menor que o alcançado no ano
anterior. O abate de 505.271 cabeças de bovinos abatidas a menos em 2014
teve com destaque Mato Grosso, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiás,
Piauí e Tocantins.
Ovos
No 4º trimestre de 2014, a
produção de ovos de galinha foi de 718,732 milhões de dúzias. Se
comparado ao mesmo período de 2013, houve aumento de 3,2%. Na comparação
com o 3º trimestre de 2014, observou-se redução da produção (-0,2%).
No
comparativo entre o 3º e o 4º trimestres de 2014, as regiões Sudeste e
Sul puxaram a redução da produção de ovos de galinha. O Nordeste foi a
região que mais aumentou a produção (3,1%), o que foi registrado em
todos os estados que a compõe, à exceção do Rio Grande do Norte.
Seguindo
o comparativo entre o 4º trimestre de 2013 e o de 2014, observou-se
aumentos de produção em todas as regiões, exceto na Norte e na
Centro-Oeste.
A região Sudeste teve aumento de 4,4% em sua
produção. No Nordeste todos os estados aumentaram suas produções de ovos
de galinha, principalmente o Ceará e Pernambuco. No Sul houve o aumento
foi de 2,9%.
A produção anual de ovos de galinha registrou
aumento de 3,1% no comparativo entre 2013 e 2014. A produção anual foi
de 2,826 bilhões de dúzias em 2014, o maior número alcançado na série
iniciada em 1997.
Se comparado a 2013, foram registradas quedas
da produção de ovos de galinha em Goiás (-4,8%), Santa Catarina (-3,7%) e
no Amazonas (-3,9%).
Por outro lado, São Paulo e o Espírito
Santo registraram crescimento sensível em suas produções. O mesmo
comportamento foi verificado no Rio Grande do Sul.
Leite cru
No
4º trimestre de 2014, aquisição de leite cru foi de 6,528 bilhões de
litros, queda de 0,2% sobre o 4º trimestre de 2013 e aumento de 4,8%
sobre o 3º trimestre de 2014.
A industrialização, por sua vez,
foi de 6,517 bilhões de litros, refletindo em aumentos de 0,1% sobre o
mesmo período de 2013 e de 4,8% sobre o 3º trimestre de 2014.
No
comparativo entre o 4º trimestre de 2014 e o trimestre imediatamente
anterior houve aumento da aquisição de leite em todas as regiões, à
exceção da Sul, queda de 3,4%.
No Sul a queda foi puxada pelo Rio
Grande do Sul (-10,2%). As regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte
apresentaram as maiores variações positivas, respectivamente 7,1%; 18,5%
e 17,1%.
A aquisição de leite registrou aumento no Nordeste
(11,2%), no Centro-Oeste (2,0%) e no Sul (0,4%) no comparativo entre os
4os trimestres de 2013 e 2014. O Sudeste e o Norte reduziram suas
aquisições em percentuais relativos a 2,5% e 3,9%.
Já em todo o
ano de 2014, a aquisição de leite foi de 24,741 bilhões de litros,
aumento de 5,0% sobre o registrado em 2013. Em termos regionais e
mantendo ainda o comparativo entre 2013 e 2014, todas as regiões
apresentaram aumento da aquisição de leite, exceto o Norte, com redução
relativa de 3,2%.
Couro
A aquisição de couro foi de 8,789
milhões de peças no 4º trimestre de 2014. Esse número foi 4,6% menor que
o registrado no trimestre imediatamente anterior e 8,4% menor que o
registrado no 4º trimestre de 2013.
Quanto à origem couro, a
maior parte teve procedência de matadouros e frigoríficos, seguida pela
prestação de serviços, respondendo juntos por 91,3% do total apurado no
4º trimestre de 2014.
No 4º trimestre de 2014, foram curtidas
8,888 milhões de peças, representando quedas de 3,6% e 7,3% em relação
ao total industrializado no trimestre imediatamente anterior e no 4º
trimestre de 2013, respectivamente.
O principal método utilizado
para o curtimento foi ao cromo (96,81%), seguido pelo tanino (3,15%) e
outros métodos de curtimento (0,04%).
No acumulado de 2014, foram
adquiridas 36,380 milhões de peças inteiras de couro cru de bovino,
5,3% abaixo do registrado no ano anterior.
Em relação à origem
couro, a maior parte teve procedência de matadouros e frigoríficos,
seguido pela prestação de serviços, que responderam juntos por 90,9% do
total das aquisições em 2014.
Sobre a participação das unidades
da federação, Mato Grosso, o líder no abate de bovinos, continuou a
liderar o ranking nacional da aquisição de couro em 2014.
Em
2014, foram industrializadas 36,488 milhões de peças inteiras de couro
cru, representando queda de 4,7% em relação ao total industrializado em
2013.
O principal método utilizado para o curtimento foi ao cromo
(95,32%), seguido pelo tanino (3,84%) e outros métodos de curtimento
(0,83%). O cromo foi utilizado em 20 Unidades da Federação.