Começa nesta quarta-feira (18.03) o levantamento de custos de produção
do arroz irrigado no Estado pela Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab), conforme adiantado pela reunião da Câmara Setorial da Cadeia do
Arroz em 25 de fevereiro. A Companhia prometeu revisar suas planilhas
de custos, que servem de base para o preço mínimo, após pressão das
entidades do setor. Além disso, tabelas específicas de custos de
produção para o arroz, pleito antigo dos produtores rurais, devem ser
criadas.
O primeiro encontro será na Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana. Os
trabalhos serão desenvolvidos por técnicos da Conab matriz e de sua
superintendência no Estado, com participação da Farsul e demais
entidades envolvidas. Os outros painéis acontecem no Sindicato Rural de
Cachoeira do Sul (20.03), na Associação Rural de Pelotas (24) e no
Sindicato Rural de Santo Antônio da Patrulha (26), todos às 8h.
Francisco Schardong, presidente da Câmara Setorial e da Comissão do
Arroz da Farsul, comemora o início das atividades que devem aproximar as
planilhas da Conab com a realidade do produtor do Estado, garantindo
mais tranquilidade no campo. “A Federação da Agricultura sempre defendeu
a revisão dos custos de produção do arroz e do preço mínimo”, afirmou
Schardong.
O preço mínimo do arroz é uma ferramenta de política agrícola que
garante aos produtores rurais uma renda mínima necessária nos casos de
queda de preços do mercado.