A demanda global por café provavelmente crescerá 2,5 por cento ao ano
até o final da década, impulsionada pela forte expansão do apetite em
mercados como China e Rússia, afirmou à Reuters o diretor-executivo da
Organização Internacional do Café (OIC), Robério Oliveira Silva, nesta
quarta-feira.
Segundo ele, a demanda pode atingir 175 milhões de sacas de 60
quilos em 2020, ante 149,45 milhões de sacas estimadas neste ano
calendário.
Mas a crescente demanda significa que o mercado global de café vai
ver um déficit de produção de pelo menos 800 mil sacas no ano safra que
começou no mês passado, apesar de que isso será parcialmente compensado
por fornecimentos provenientes de estoques brasileiros, disse Silva.
"Não estou preocupado (sobre o déficit). Acho que há relativo
equilíbrio no mercado", disse ele em visita a Seul, para uma conferência
da indústria. Ele se recusou a fornecer dados sobre os estoques
brasileiros.
Silva disse que o crescimento viria principalmente dos mercados
emergentes com apetite para o café, como a China, Rússia e Coreia do
Sul.
"Eles estão vendo o crescimento maior de 4,0 a 4,5 por cento. E os
mercados tradicionais estão crescendo de 1,0 a 1,5 por cento",
completou.