Desde o início do ano, as movimentações e as tendências do mercado de algodão têm sido predominantemente baixistas. Mesmo com o suporte registrado nas últimas semanas, as expectativas internas e internacionais apontam para novas desvalorizações nos próximos meses. 

Além disso, a baixa liquidez e a disparidade entre os valores pedidos pelos cotonicultores e os ofertados pelas indústrias prevalecem no mercado spot brasileiro de algodão em pluma, de acordo com pesquisadores do Cepea. Entre 2 e 9 de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento 8 dias caiu 1,54%, a R$ 1,6874/lp. Hoje, os preços da pluma estão abaixo do mínimo oficial (de R$ 1,66/lp) desde julho em muitas regiões.

No entanto, ainda existe um fator que não pode ser deixado de lado, o dólar. As expectativas dos analistas do relatório Focus, divulgadas no início de setembro, é de que o dólar valorize frente ao real, podendo atingir R$ 2,49/US$ em 2015. As informações foram repassadas pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo o Bacen, em agosto, a saída de dólares do Brasil superou a entrada em US$ 3,05 bi. Nesse cenário, com o contrato para julho de 2015 cotado a cents de US$ 67,30/lp, a produção da safra 2013/14 de Mato Grosso a ser comercializada (quase 300 mil toneladas) poderia render R$ 133,5 milhões a mais quando comparado ao cenário atual, em que o dólar fechou agosto cotado a R$ 2,23. Assim, fica a expectativa da confirmação dessas previsões.
Fonte: Agrolink