Mesmo valorizando-se mais de 8% em relação ao mês anterior, o frango
vivo comercializado no interior de São Paulo obteve em agosto apenas o
terceiro melhor preço do ano. E não chegou a repetir agosto de 2013,
pois seu preço médio ficou 1,6% abaixo do registrado há um ano.
Ainda
assim, o oitavo mês do ano foi um dos melhores de 2014 para o frango
vivo. Pois possibilitou defasagens acumuladas desde, praticamente, o
início do ano, quando os custos de produção ainda eram superiores ao
preço recebido.
A redução do custo do milho, mais visível a
partir de abril, minimizou essas perdas. Mas a reversão de preços,
embora iniciada em julho, só se tornou efetivamente concreta no mês de
agosto, período em que o preço do frango vivo não só retornou ao valor
de abertura de 2014, mas, principalmente, obteve incremento de mais de
11% em apenas seis dias de negócios, ou seja, entre um início e um fim
de semana (segunda-feira e sábado).
A despeito de tudo, os dois
primeiros quadrimestres do ano estão sendo fechados com uma remuneração
menor (cerca de 1% a menos) que a alcançada nos mesmos oitos meses de
2013. E em relação à média dos 12 meses do ano passado (R$2,47/kg), o
valor médio até agora registrado (R$2,33/kg) é 5,5% inferior.
Como
o mercado (das carnes em geral, não só o do frango) permaneceu firme
durante todo o transcorrer da segunda quinzena de agosto, a perspectiva
que prevalece é a de novas valorizações no decorrer de setembro. O que
não chega a representar novidade ou fato inédito, pois nos dois últimos
anos a remuneração média obtida pelo frango vivo em setembro apresentou
índices de incremento excepcionais em relação ao mesmo mês do ano
anterior (+18,95% em setembro do ano passado; +25,47% em setembro de
2012).
Independente, porém, da valorização que venha obter, é
pouco provável que o frango vivo consiga repetir o desempenho de um ano
atrás. Pois, afinal, em setembro do ano passado é que se obteve o melhor
preço de 2013.