A Guarani deverá moer entre 20 milhões a 21 milhões de toneladas de cana
nesta safra 2014/15, 5 por cento abaixo de sua estimativa inicial, por
causa dos efeitos da seca sobre os canaviais do centro-sul, mas a safra
deve ficar praticamente estável ante o ciclo anterior, disse nesta
segunda-feira, o diretor da divisão de cana-de-açúcar do Grupo Tereos,
Jacyr Costa Filho.
"A perspectiva inicial era de uma moagem maior, e isso foi reduzido, em
torno de 5 por cento", disse o executivo à Reuters durante intervalo do
13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo.
No ciclo anterior, a Guarani processou 19,7 milhões de toneladas.
Apesar da estabilidade no volume processado de cana, deverá haver uma
prioridade maior para a produção de etanol, disse o executivo.
A estimativa para a produção do biocombustível neste ano-safra, iniciado
oficialmente em abril no centro-sul, está entre 650 milhões a 720
milhões de litros, ante uma produção de 535 milhões de litros em
2013/14.
Na atual temporada, uma seca atípica entre janeiro e fevereiro provocou
uma quebra da safra da região centro-sul, que responde por 90 por cento
da produção do Brasil.
Costa explicou que o volume de cana não caiu, apesar da seca, porque o
grupo investiu em renovação e área, na esteira dos esforços para ampliar
a capacidade de moagem da companhia, que agora está em 23 milhões de
toneladas, contra 21 milhões de toneladas em 2013/14.
O executivo não quis detalhar a estimativa para a produção de açúcar,
mas disse que o índice de açúcar recuperável (ATR) deve crescer entre 2 a
3 kg por tonelada de cana processada neste ano, acima dos 134 kg de ATR
por tonelada de cana do ciclo 2013/14, favorecido pelo recente período
mais seco que propicia maior concentração de açúcares.
A Tereos Internacional é a controladora da Guarani com 60,4 por cento de
participação. A Petrobras Biocombustível é a outra sócia.