De acordo com o levantamento solicitado pela Gazeta do Povo à Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), há dois anos, foram registradas 9,6 mil ocorrências nas zonas rurais. Em 2016, foram mais de 11,2 mil - 17% a mais que o ano anterior. Até abril deste ano, foram 3,6 mil ocorrências: 32% do total do ano passado.
Os dados foram compilados pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (CAPE), vinculada à Sesp. A Gazeta do Povo solicitou também os principais tipos de materiais furtados e roubados, mas recebeu a resposta de que essa análise não seria possível.
“Os boletins de ocorrência são preenchidos conforme a sua natureza criminal (furto, roubo, etc.) e o ambiente em que ocorrem, porque são informações que auxiliam no trabalho de análise do crime e que podem nortear ações policiais para inibir tais atos. Para o detalhamento de cada roubo, apenas lendo cada uma das 24 mil ocorrências, o que não seria viável”, destaca a nota enviada.
Também foi solicitada a palavra do diretor do CAPE, mas a assessoria de imprensa informou que o diretor não poderia conceder entrevistas. Apesar disso, o delegado Adriano Chohfi, da Polícia Civil de Cascavel, dá uma luz sobre o que buscam os criminosos. “Percebemos um aumento principalmente nos casos de furtos de agroquímicos e sementes. São produtos com alto valor no mercado”, informa.