“Se o Brasil tiver uma política governamental favorável para a cultura, programas de melhoramento investindo em mais – e melhores – cultivares e um diálogo próximo entre produtores e a indústria, essa conta poderá fechar e render resultados surpreendentes para o País, estimulando o incremento de área também no Brasil Central”. A análise é do gerente de pesquisa de Trigo da Coodetec, Francisco de Assis Franco.
Ele aponta um descompasso entre a demanda e a produção brasileira, resultado de diversos fatores combinados. Aponta que o País importa trigo, principalmente da Argentina (favorecida pelos acordos bilaterais do Mercosul), mas dessa forma acaba penalizando o consumidor final brasileiro, que é quem acaba pagando mais caro pelo pão.
“A desmotivação do produtor neste ano se deve ao valor pouco atrativo e a dificuldade de comercialização que o grão apresenta nesses meses anteriores ao plantio e que, em alguns momentos de condições climáticas desfavoráveis, podem não cobrir os custos de produção”, aponta Franco.
No entanto, ele defende que o país tem alto potencial de crescimento na cultura e apresenta plenas condições de atender a demanda interna. No sul do país, o trigo nacional é importante para garantir a sustentabilidade do plantio direto, atender o mercado interno em expansão e ainda colaborar para a diluição dos custos fixos de produção das culturas de verão.
Na avaliação de especialistas, o melhor caminho está em unir as diferentes áreas que fazem parte da cadeia produtiva do trigo. Nesse sentido foi organizada a XI Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale e o Fórum Nacional de Trigo 2017, que serão realizados de 25 a 27 de Julho na sede da Coodetec, em Cascavel/PR.